E o meu já cá canta!

É inevitável, agora, cada vez que ouço a música Alejandro da Lady Gaga, lembro-me da Filomena Cautela e daquela dança que ela faz. Parecendo que não é xato! Eu bem sinto... a olharem para mim, quando por culpa disto me rio sozinha no meio da rua...
Confesso que estava curiosa para ver o ídolos, hoje. Muitas expectativas, muitas expectativas... voltei a lembrar-me do porquê de só ter ligado ao programa anterior. É isto. Já não enganam ninguém. É triste saber que as pessoas vêem o programa só pela desgraça dos outros. É triste. A mim irrita-me. Só.
‎3h11. Graças a Deus que a minha barriga só se lembrou de roncar agora, o barulho é extremamente parecido àquele outro... vocês sabem.
Ora, expliquem-me lá outra vez o porquê de nos sentirmos intimidados por pessoas? E em dias confiantes, o que é engraçado...
A merda toda deste trabalho é correr o risco de ficar com uns braços musculados. Toda a gente sabe que fica feio numa mulher.
Diz o i que a preguiça afinal é uma doença. Deve ser, deve... para quando os comprimidos? É que temo que isso não vai lá com exercício...
Hoje vi o meu vizinho a tirar um macaco do nariz que parecia o rato mickey. Ou então fui eu. Nunca vão saber. (o que o calor faz às pessoas...)
António Feio à parte, o recente filme de Fernando Fragata, Contraluz, é interessante. Descobri outra jovem actriz do meu tamanho. Skyler Day. É engraçada a miúda. Não é nenhuma Ellen Page, mas...
E por falar em Ellen Page, já viram Inception? Vejam.



Não conheci muito do seu trabalho, mas sei que era bom no que fazia. Foi um exemplo de força, qualquer pessoa percebe isso. Pena que este seja um país de memória curta...

Poema de Segunda #1

Havia um menino
que por ser menino
um dia percebeu
que as pessoas tinham
grande beleza e grande brilho
quando punham a sua alma ao léu.

Músicos, bailarinos
pessoas, artistas,
eram tão mais bonitas
se caladas pudessem ser vistas...

O menino desejou
que nunca mais falassemos, e acompanhassemos,
a arte.

Com toda a gente a cantar todos os dias,
não haviam mais pessoas frias.

E o mundo calado,
passava a ser parte de algo iluminado.

Mas como era só um menino
não percebeu
que o mundo estava longe do céu.

As pessoas não só falarão,
como têm predesposição
para o humano, feiarrão.

Pela primeira vez,
o menino pensou em morrer.

A morte seria
para separar a carcaça fria
da alma a arrefecer.

Toda a gente iria então
ver a sua habilidade
e por continuidade,
a beleza em questão.

Mas no céu
toda a gente sabia
que o corpo já não existia
e que toda a gente era igual.

A história acaba aqui
com o menino a chorar
e com questões
que dariam que pensar,
a alguém que estivesse calado
de alma e papo pr'o ar.
Lembrei-me de escrever um e-mail ao meu eu de 2020. Da maneira que o mundo anda depressa, não tarda saberei dar-me respostas às minhas perguntas de hoje. Pelo menos gostava. Se não tiverem mais nada que fazer hoje e se estiverem no vosso momento de estupidez como eu, vão aqui. Obrigada Mónica.