Confesso que estava curiosa para ver o ídolos, hoje. Muitas expectativas, muitas expectativas... voltei a lembrar-me do porquê de só ter ligado ao programa anterior. É isto. Já não enganam ninguém. É triste saber que as pessoas vêem o programa só pela desgraça dos outros. É triste. A mim irrita-me. Só.
Poema de Segunda #1
Havia um menino
que por ser menino
um dia percebeu
que as pessoas tinham
grande beleza e grande brilho
quando punham a sua alma ao léu.
Músicos, bailarinos
pessoas, artistas,
eram tão mais bonitas
se caladas pudessem ser vistas...
O menino desejou
que nunca mais falassemos, e acompanhassemos,
a arte.
Com toda a gente a cantar todos os dias,
não haviam mais pessoas frias.
E o mundo calado,
passava a ser parte de algo iluminado.
Mas como era só um menino
não percebeu
que o mundo estava longe do céu.
As pessoas não só falarão,
como têm predesposição
para o humano, feiarrão.
Pela primeira vez,
o menino pensou em morrer.
A morte seria
para separar a carcaça fria
da alma a arrefecer.
Toda a gente iria então
ver a sua habilidade
e por continuidade,
a beleza em questão.
Mas no céu
toda a gente sabia
que o corpo já não existia
e que toda a gente era igual.
A história acaba aqui
com o menino a chorar
e com questões
que dariam que pensar,
a alguém que estivesse calado
de alma e papo pr'o ar.
que por ser menino
um dia percebeu
que as pessoas tinham
grande beleza e grande brilho
quando punham a sua alma ao léu.
Músicos, bailarinos
pessoas, artistas,
eram tão mais bonitas
se caladas pudessem ser vistas...
O menino desejou
que nunca mais falassemos, e acompanhassemos,
a arte.
Com toda a gente a cantar todos os dias,
não haviam mais pessoas frias.
E o mundo calado,
passava a ser parte de algo iluminado.
Mas como era só um menino
não percebeu
que o mundo estava longe do céu.
As pessoas não só falarão,
como têm predesposição
para o humano, feiarrão.
Pela primeira vez,
o menino pensou em morrer.
A morte seria
para separar a carcaça fria
da alma a arrefecer.
Toda a gente iria então
ver a sua habilidade
e por continuidade,
a beleza em questão.
Mas no céu
toda a gente sabia
que o corpo já não existia
e que toda a gente era igual.
A história acaba aqui
com o menino a chorar
e com questões
que dariam que pensar,
a alguém que estivesse calado
de alma e papo pr'o ar.
Lembrei-me de escrever um e-mail ao meu eu de 2020. Da maneira que o mundo anda depressa, não tarda saberei dar-me respostas às minhas perguntas de hoje. Pelo menos gostava. Se não tiverem mais nada que fazer hoje e se estiverem no vosso momento de estupidez como eu, vão aqui. Obrigada Mónica.
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