Eu podia-vos falar do meu regresso a Vila Real e à minha vidinha de estudante que podia, mas não era a mesma coisa... em vez disso, hoje apetece-me escrever sobre atmosferas... não dos gases propriamente ditos (oooh), mas daqueles ambientes que nos envolvem, que mudam tão rápidamente e que variam nas mais diversas formas de acordo com o sítio, de acordo com as pessoas ou até de acordo com a música... agora percebo o verdadeiro significado da frase "sinto-me mais perto". Sabem que é possível sentir alguém, espreitar alguém, olhar para dentro de alguém sem sair de casa? Façam isso meus amores...
Pessoas minhas, se por alguma razão me querem mostrar o quanto gostam de mim, por favor acompanhem-me nisto:



ou nisto...



ou até mesmo nisto:

Rest in pieces...



Pois é meus amores, o primeiro filme de terror em 3D a passar em Portugal...


Engraçado como agora se vai tornando cada vez mais fácil estilhaçar aos poucos ainda que inconscientemente (mas fruto da merda da ociosidade), os nossos bens mais preciosos. Cacos também com o seu valor, é verdade, mas nem por isso deixam de ser cacos... difíceis de remendar. E o problema está aí, na habilidade de os voltar a colar e pobre de mim que sempre fui uma desajeitada...
Às vezes olho para as pessoas, e parece-me impossível que sejam sempre as mesmas. Como é que se muda ao ponto da aparência física não parecer igual? E não estou a falar da perda de uns quilos ou de uns quilos a mais, não! Falo de plásticas bem feitas que tornam as pessoas irreconhecíveis!
Depois de muito tempo, também nos podemos sentir bem ao conhecer pessoas antigas/novas...


Não me tem apetecido escrever, as coisas por aqui andam tão deprimentes que não há práticamente nada que me dê prazer fazer... só quero coisas de grandes e tou rodeada de brinquedos... quero namorar, quero arranjar trabalho, quero me conseguir divertir uma vez que seja, quero conversas sérias e de qualidade, quero discutir as minhas críticas de cinema com alguém, quero que me dêem luta, quero competir, quero ter vontade de rir e de fazer rir... quero basicamente que a minha vida dê um salto como os miúdos de 13 anos, assim haja saúde.

PS.: Nova série cá em casa. Weeds. Uma moca, garanto-vos...
Aposto que nunca comeram uma sande de salpicão e uma cenoura às 3h da manhã...
Um amigo meu uma vez disse-me que eu era dada ao romântismo. Ora eu, que fujo a sete pés daquelas pessoas que me exibem exemplares do Nicholas Sparks, eu que era definitivamente capaz de durante a noite castrar o homem que me dissesse 'tu e eu somos um só' ou algo similar... aos olhos deste rapaz era uma romântica... Não sei de onde é que ele foi tirar essa ideia (até sei, mas não vou dizer), a verdade é que apesar das lutas contra a minha natureza, hoje vou dar o braço a torcer... porque há coisas que só conseguimos admitir mais tarde... e não vale a pena lutarmos contra isso...
Porque será que as pessoas interessantes nunca aparentam ser interessantes?
Da próxima vez que me quiserem oferecer alguma coisa, por favor ofereçam-me um carrinho daqueles que varrem o lixo, a ver se limpo a minha cabeça...



Quem diria que eu sem querer iria descobrir isto... e quem diria que ia gostar TANTO! Ponham os olhos, ponham os olhos!


PS.: Uma amostrinha aqui
Há coisas que só ficam bem serem ditas se for por escrito, de outra maneira, soava a demasiadamente lamechas a roçar o extremamente piroso. Bom, o que se passa é que ontem andei com o teu cheiro no meu nariz. Toda a rua cheirava a ti e a minha cabeça chegou até a evocar umas quantas vezes o tal perfume que parecia que vinha ter comigo de propósito agarrado qual carraça à roupa das pessoas só para gozar comigo, o cabrão... como quem diz "toma lá! Agora cheira!". Enfim, era só isto que queria dizer...

Nota aos estimados leitores: só para vos lembrar que isto não tem de ser acerca de alguem em especial, só para que saibam, eu sou quase um Jean-Baptiste, que tem cheiros de pessoas gravados no puto do cerebro, tá? E isto não é esquisito, porque não é... são só saudades...
É verdade que sou espiritualistas. Não costumo ser praticante, praticante é coisa que nunca fui e muito provavelmente nunca vou ser, de coisa nenhuma. Mas dou por mim, muitas vezes, presa numa espécie de oração a pedir para não perder por completo a minha capacidade de olhar para algumas pessoas como gosto de olhar. Gosto de me sentir "apaixonada" pelas minhas pessoas e de vez em quando assusto-me por ser uma paixão, como têm de ser todas as paixões, momentânea...


Em primeiro lugar vou-vos falar da série que tenho visto últimamente. Ugly Betty. Betty feia tem sido o eu pseudo-vício desde Death Note. Depois, dizer-vos também que o bilhete do marés vivas já cá canta.
Ai que o meu blogue está numa crise de identidade com diz a minha bixona... e eu também acho que estou, senão, há outra explicação para o facto de andar a pôr tudo e mais alguma coisa em questão? Últimamente ando uma céptica, uma indecisa de fazer inveja aos gémeos... se calhar é o meu ascendente... será? E não vamos falar de signos...
Uma pessoa dá conta que gosta d'outra quando dá assim de mão beijada uma relíquia que nos é tudo... sim, há sempre a hipotese de comprar outra relíquia, mas não é a mesma coisa...
E eu vivo por causa da certas e determinadas sensações do tipo ouvir uma música na rádio às 6h da manhã, lembrar-me de Skins, voar para casa e procurar a mesma mas com o puto da série a cantar, sentir-me atacada por dentro, frio no estômago e umas lágrimas a quererem sair.
À música, à dança, à pintura, ao cinema, ao teatro e ao resto das artes o meu obrigado de hoje por serem das coisas mais espantosas que nós temos.







[a propósito de uma canção para ti]
Já me chamaram deficiente (no bom sentido. Se é que há algum bom sentido nisso...) e sou mesmo. Uma deficiente emocional. E pensam vocês, mas que raio... parece estupida! A vir aqui dar uma de coitadinha... uuuh, bebé! E depois? Estou carente... vocês nunca estão carentes?

Xaile



Vim agora de um concerto deles. Dizer que gostei é muito pouco, elas foram para mim que pouco conheço da vida, umas verdadeiras vampiras (agora está na moda) em todo o nosso conceito mais sedutor, umas "wiccianas" num mágico ritual à mãe terra. E pela 1a vez, depois de um concerto, fiquei com vontade de repetir...
Começam a desaparecer as minhas sombras, as sombras que me protegem durante o tempo em que devia estar a dormir e não estou. Desaparecem e deixam-me ali entregue aos lobos convencendo-me a ir pelo próprio pé, todos os dias na esperança de outros sem amanhecer. E vou vivendo da esperança, da esperança que é a última a morrer.