Não me tem apetecido escrever, as coisas por aqui andam tão deprimentes que não há práticamente nada que me dê prazer fazer... só quero coisas de grandes e tou rodeada de brinquedos... quero namorar, quero arranjar trabalho, quero me conseguir divertir uma vez que seja, quero conversas sérias e de qualidade, quero discutir as minhas críticas de cinema com alguém, quero que me dêem luta, quero competir, quero ter vontade de rir e de fazer rir... quero basicamente que a minha vida dê um salto como os miúdos de 13 anos, assim haja saúde.

PS.: Nova série cá em casa. Weeds. Uma moca, garanto-vos...
Aposto que nunca comeram uma sande de salpicão e uma cenoura às 3h da manhã...
Um amigo meu uma vez disse-me que eu era dada ao romântismo. Ora eu, que fujo a sete pés daquelas pessoas que me exibem exemplares do Nicholas Sparks, eu que era definitivamente capaz de durante a noite castrar o homem que me dissesse 'tu e eu somos um só' ou algo similar... aos olhos deste rapaz era uma romântica... Não sei de onde é que ele foi tirar essa ideia (até sei, mas não vou dizer), a verdade é que apesar das lutas contra a minha natureza, hoje vou dar o braço a torcer... porque há coisas que só conseguimos admitir mais tarde... e não vale a pena lutarmos contra isso...
Porque será que as pessoas interessantes nunca aparentam ser interessantes?
Da próxima vez que me quiserem oferecer alguma coisa, por favor ofereçam-me um carrinho daqueles que varrem o lixo, a ver se limpo a minha cabeça...



Quem diria que eu sem querer iria descobrir isto... e quem diria que ia gostar TANTO! Ponham os olhos, ponham os olhos!


PS.: Uma amostrinha aqui
Há coisas que só ficam bem serem ditas se for por escrito, de outra maneira, soava a demasiadamente lamechas a roçar o extremamente piroso. Bom, o que se passa é que ontem andei com o teu cheiro no meu nariz. Toda a rua cheirava a ti e a minha cabeça chegou até a evocar umas quantas vezes o tal perfume que parecia que vinha ter comigo de propósito agarrado qual carraça à roupa das pessoas só para gozar comigo, o cabrão... como quem diz "toma lá! Agora cheira!". Enfim, era só isto que queria dizer...

Nota aos estimados leitores: só para vos lembrar que isto não tem de ser acerca de alguem em especial, só para que saibam, eu sou quase um Jean-Baptiste, que tem cheiros de pessoas gravados no puto do cerebro, tá? E isto não é esquisito, porque não é... são só saudades...
É verdade que sou espiritualistas. Não costumo ser praticante, praticante é coisa que nunca fui e muito provavelmente nunca vou ser, de coisa nenhuma. Mas dou por mim, muitas vezes, presa numa espécie de oração a pedir para não perder por completo a minha capacidade de olhar para algumas pessoas como gosto de olhar. Gosto de me sentir "apaixonada" pelas minhas pessoas e de vez em quando assusto-me por ser uma paixão, como têm de ser todas as paixões, momentânea...


Em primeiro lugar vou-vos falar da série que tenho visto últimamente. Ugly Betty. Betty feia tem sido o eu pseudo-vício desde Death Note. Depois, dizer-vos também que o bilhete do marés vivas já cá canta.
Ai que o meu blogue está numa crise de identidade com diz a minha bixona... e eu também acho que estou, senão, há outra explicação para o facto de andar a pôr tudo e mais alguma coisa em questão? Últimamente ando uma céptica, uma indecisa de fazer inveja aos gémeos... se calhar é o meu ascendente... será? E não vamos falar de signos...
Uma pessoa dá conta que gosta d'outra quando dá assim de mão beijada uma relíquia que nos é tudo... sim, há sempre a hipotese de comprar outra relíquia, mas não é a mesma coisa...
E eu vivo por causa da certas e determinadas sensações do tipo ouvir uma música na rádio às 6h da manhã, lembrar-me de Skins, voar para casa e procurar a mesma mas com o puto da série a cantar, sentir-me atacada por dentro, frio no estômago e umas lágrimas a quererem sair.
À música, à dança, à pintura, ao cinema, ao teatro e ao resto das artes o meu obrigado de hoje por serem das coisas mais espantosas que nós temos.







[a propósito de uma canção para ti]
Já me chamaram deficiente (no bom sentido. Se é que há algum bom sentido nisso...) e sou mesmo. Uma deficiente emocional. E pensam vocês, mas que raio... parece estupida! A vir aqui dar uma de coitadinha... uuuh, bebé! E depois? Estou carente... vocês nunca estão carentes?

Xaile



Vim agora de um concerto deles. Dizer que gostei é muito pouco, elas foram para mim que pouco conheço da vida, umas verdadeiras vampiras (agora está na moda) em todo o nosso conceito mais sedutor, umas "wiccianas" num mágico ritual à mãe terra. E pela 1a vez, depois de um concerto, fiquei com vontade de repetir...
Começam a desaparecer as minhas sombras, as sombras que me protegem durante o tempo em que devia estar a dormir e não estou. Desaparecem e deixam-me ali entregue aos lobos convencendo-me a ir pelo próprio pé, todos os dias na esperança de outros sem amanhecer. E vou vivendo da esperança, da esperança que é a última a morrer.


Brilhante.
É possível magoar os sentimentos de alguém por pensamentos? É que se for, hoje magoei uma pessoa ou duas...


Só agora é que vi o filme. E se já gostava dela, passei a gostar ainda mais.

Coisas que ouvi e que fazem sentido - parte I

"Os verdadeiros actores não representam papeis, vivem papeis, porque representar é mentir, e mentir é feio." - É também por isto que me ajoelho perante estas artes.

"Às vezes magoam-nos e não sabemos explicar porquê, precisam de respeitar isso porque há coisas que não se compreendem." - Ora aí está uma coisa que me acontece muitas vezes...