Para ser catequista vou precisar de me confessar a três padres diferentes e ao bispo. Não sei quem é que eles pensam que sou. É isso ou andamos muito mal de padres...
Tenho dado conta que para sobreviver neste novo mundo preciso de ser uma imbecil. Imbecil e esperta. Ora, imbecil sou, mas não esse tipo de imbecil. E esperteza é coisa que não me assiste. Concluo portanto que não vou durar muito tempo e vou ser comida viva por outros imbecis espertos. Ou isso ou... naaaaa, trinquem à vontade...


E depois temos isto e voltamos a nós outra vez...
Merda para estes condicionalismos da liberdade! Da MINHA liberdade! Mania esta de se meterem na liberdade das pessoas! Com que direito! Durmo muito? Não sou o que querem que seja? Interesso-me por coisas pequenas e mal vistas? Remo contra a maré sem me importar muito com o que os outros pensam? Tenho objetivos incomuns? A liberdade é minha, a consequência é só minha, porra! Não me influenciem! Partilhemos consequências então! Tenho dito.
Acabei de me afogar com o programa desta semana do MEC e do Bruno. Interessantíssimo este facto de nos formármos de outros que não conhecemos. Isto fez-me sentir menos culpada. Fixe.
Descobri que há certa música francesa que me dá arrepios. Not in a cool way. American Horror Story? Maybe...
Eu racionalizo muito. Tanto que já faço de mim uma pequena marionete do meu alter ego (ou ao contrário, ainda/nunca vou saber. Obrigada Ricardo Araújo Pereira.). Quero sentir coisas! Sem descontrair é difícil e só produzo uma quantidade quase ridícula de matéria prima, tenho portanto de a ir buscar a outros lados... toda eu sou falsa. Sou feita de coisas dos outros... sim, somos todos, mas não queria que assim fosse. Da mesma maneira que não me queria censurar.
Estou feliz. Meio abananada que isto são trinta mas estagnei nos 12 ou 13 e ainda me vejo com urtigas no rabo na barragem... mas muito feliz.
Coco é o filme. Que rica maneira de abordar um assunto tão sensível como a morte... tão bonito, tão inteligente... é assim que se faz meus amores! As nossas crianças e futuros adultos agradecem. Eu também.

Comer com o nariz entupido é espetacular. É da maneira que enfardo menos. E faço exercício... pensando bem, de que me estou a queixar?
Nova formadora. Boa pessoa. Fiquei a saber mais dela numa hora do que de alguns membros da minha família. Mas boa pessoa...
Não me interpretem mal, adoro o tempo livre. Não fazer nada é abrir caminho para fazer tudo, mas é um exagero. Os devaneios não estão a ser bem direccionados como é suposto. Invento conversas na minha cabeça que não levam a lado nenhum. Levam?  Bolas... acho que está na altura de me dar espaço...
Venha quem vier, o peito aberto ainda é a melhor política.
Acabei de ver a conversa do Bruno Nogueira com o MEC. E a Gisela. E acho que não gosto de os sentir pessoas normais.
Se calhar não sei de porra nenhuma e os amigos para a vida podem ser mais do que os dedos das mãos e vêem com a maturidade da mudança atual, como estava a dizer a Cocó...
Admirar. Admirar tem sido a palavra. Já vos falei das pessoas de prateleira. Algumas caíram, outras foram empurradas, outras deterioradas pelo tempo e outras ainda transformadas noutra coisa qualquer. A prateleira é preenchida outra vez com outras pessoas. Boas pessoas (não fossem elas de prateleira). O peito enche mas não o suficiente. Falta sempre qualquer coisa como falta a toda a gente. Falta-me uma realidade sem medo ou sem o racionalizar. Como é que voamos com os pés presos ao chão?
De coração cheio hoje. Uma das formadoras fez anos. Cantámos-lhe o Zambujo. E ficamos tão excitados com isto. Todos. Gosto. São estas pequenas/grandes coisas que valem a pena. E a enfermeira Clara é de facto uma querida.
Calhou (ou não) estar na primeira fila a assistir de pipoca ao esbardalhanço de alguém. E dou por mim a torcer por mais. É tão mau que vicia! Sou tão má pessoa às vezes...
Estúpidas fantasias... as coisas não podiam ser como no cinema, pelo menos uma vezinha? Só uma... não gosto nada que me barrem o que sei fazer melhor. Fantasiar... merda, o que tem de ser tem muita força...